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Alemanha
A Alemanha, oficialmente República Federal da Alemanha (em alemão: Bundesrepublik Deutschland, AFI: [ˈbÊŠndÉ™sÊepuËŒbliËk ˈdÉ”Êtʃlant]),[4] é um paÃs localizado na Europa central. É limitado a norte pelo Mar do Norte, Dinamarca e pelo Mar Báltico, a leste pela Polônia e pela República Checa, a sul pela Ãustria e pela SuÃça e a oeste pela França, Luxemburgo, Bélgica e PaÃses Baixos. O território da Alemanha abrange 357 021 quilômetros quadrados e é influenciado por um clima temperado sazonal. Com 81,8 milhões de habitantes em janeiro de 2010,[2] o paÃs tem a maior população entre os Estados membros da União Europeia e é também o lar da terceira maior população de migrantes internacionais em todo o mundo.[5]
A região chamada Germânia habitada por vários povos germânicos foi conhecida e documentada antes de 100 d.C. A partir do século X, os territórios alemães formaram a parte central do Sacro Império Romano, que durou até 1806. Durante o século XVI, o norte da Alemanha se tornou o centro da Reforma Protestante. Como um moderno Estado-nação, o paÃs foi unificado pela primeira vez na Guerra Franco-Prussiana em 1871. Em 1949, após a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha foi dividida em dois estados, a Alemanha Oriental e a Alemanha Ocidental, ao longo das linhas de ocupação aliadas.[6] A Alemanha foi reunificada em 1990. A Alemanha Ocidental foi um dos membros fundadores da Comunidade Europeia (CE), em 1957, que posteriormente se tornou a União Europeia, em 1993. O paÃs é parte do espaço Schengen e adotou a moeda europeia, o euro, em 1999.[7]
A Alemanha é uma república parlamentar federal de dezesseis estados (Länder). A capital é a cidade de Berlim. O paÃs é membro das Nações Unidas, da OTAN, G8, G20, da OCDE e da OMC. É uma grande potência com a quarta maior economia do mundo por PIB nominal e a quinta maior em paridade do poder de compra. É o segundo maior exportador e o segundo maior importador de mercadorias. Em termos absolutos, a Alemanha atribui o segundo maior orçamento anual de ajudas ao desenvolvimento no mundo,[8] enquanto está em sexto lugar em despesas militares.[9] O paÃs tem desenvolvido um alto padrão de vida e estabeleceu um sistema global de segurança social. A Alemanha ocupa uma posição-chave nos assuntos europeus e mantém uma série de parcerias estreitas em um nÃvel global.[10] O paÃs também é reconhecido como lÃder cientÃfico e tecnológico em vários domÃnios.[11]
editar Etimologia
O termo "Alemanha" deriva do francês Allemagne — terra dos alamanos — em referência ao povo bárbaro de mesmo nome que vivia na atual região fronteiriça entre a França e a Alemanha, e que, durante o século V, cruzou o Rio Reno e invadiu a Gália Romana.[12] O paÃs também é conhecido por Germânia, que deriva do latim Germania — terra dos germanos.[13][14]
editar História
editar Tribos germânicas
A etnogênese das tribos germânicas assume-se que ocorreu durante a Idade do Bronze Nórdico ou, ao mais tardar, durante a Idade do Ferro pré-romana.[15][16] A partir do sul da Escandinávia e do norte da Alemanha, as tribos começaram a expandir-se para o sul, leste e oeste no século I a.C., e entraram em contato com as tribos celtas da Gália, assim como tribos iranianas, bálticas, e tribos eslavas na Europa Oriental. Pouco se sabe sobre história germânica antes disso, exceto através das suas interações com o Império Romano, pesquisas etimológicas e achados arqueológicos.[17]
Por ordens do imperador Augusto, o general romano Públio QuintÃlio Varo começou a invadir a Germânia (um termo usado pelos romanos para definir um território que começava no rio Reno e ia até os Urais), e foi neste perÃodo que as tribos germânicas se tornaram familiarizadas com as táticas de guerra romana, mantendo no entanto a sua identidade tribal. Em 9 d.C., três legiões romanas lideradas por Varo foram derrotadas pelo lÃder Querusco ArmÃnio na Batalha da Floresta de Teutoburgo. O território da atual Alemanha, assim como os vales dos rios Reno e Danúbio, permaneceram fora do Império Romano.[18][19] Em 100 d.C., na época do livro Germania de Tácito, as tribos germânicas assentadas ao longo do Reno e do Danúbio (a Limes Germanicus) ocupavam a maior parte da área da atual Alemanha.[20] O século III viu o surgimento de um grande número de tribos germânicas ocidentais: Alamanos, Francos, Catos, Saxões, FrÃsios, Anglos, Suevos, Visigodos, Vândalos, Godos, Ostrogodos, Lombardos, Sicambros, e TurÃngios. Por volta de 260, os povos germânicos romperam as suas fronteiras do Danúbio e expandiram a Limes para as terras romanas.[21]
editar Cristianização da Germânia
No ano de 723 o território da Germânia central foi objeto da pregação do apóstolo inglês Winfrid, que adotou o nome latino com que foi canonizado de Bonifacius; ali fundou um célebre mosteiro em Fulda, e que foi mais tarde um núcleo de civilização no paÃs.[18]
A conversão dos saxões do norte deu-se apenas durante o império carolÃngio (inÃcio do século IX), ao custo de numerosas expedições militares, pois estes resistiram aos esforços dos missionários. Ali adoravam, além dos deuses comuns teutônicos, a Irminsul - tronco que acreditavam sustentar a abóboda celeste. Mesmo vencidos, retomavam as armas e destruÃam os mosteiros, numa resistência chefiada sobretudo pelo guerreiro Viduquind. Com a sua conversão Carlos Magno afinal pôde civilizar sua região, unificando culturalmente a Alemanha, como os romanos haviam feito à Gália.[18]
editar Sacro Império Romano-Germânico (962-1806)
O império medieval foi criado com a divisão do Império CarolÃngio em 843, fundado por Carlos Magno em 25 de Dezembro de 800, e em diferentes formas existiu até 1806, se estendendo desde o Rio Eider no norte do paÃs até o Mediterrâneo, no litoral sul. Muitas vezes referida como o Sacro Império Romano (ou o Antigo Império),[22] foi oficialmente chamado de o Sacro Império Romano da Nação Alemã ("Sacro Romanum Imperium Nationis Germanicæ" em latim) a partir de 1448, para ajustar o nome para o seu território de então.[22]
Sob o reinado dos imperadores Otonianos (919-1024), os ducados da Lorena e da Saxônia, a Francônia, a Suábia, a TurÃngia, e a Baviera foram consolidadas, e o rei alemão, Oto I, foi coroado Sacro Imperador Romano dessas regiões, em 962.[23] Sob o reinado dos imperadores Salianos (1024-1125), o Sacro Império Romano absorveu o norte da Itália e a Borgonha, embora o imperador tenha perdido parte do poder através da Questão das investiduras com a Igreja Católica Romana.[24] Sob os imperadores Hohenstaufen (1138-1254), os prÃncipes alemães aumentaram a sua influência para o sul e para o leste e extremo leste(Ostsiedlung), territórios habitados por povos eslavos, bálticos e estonianos antes da ocupação alemã na região.[25]
Com o colapso do poder imperial em 1250, devido à constante briga com a Igreja de Roma, fez-se necessário a criação de um novo sistema de escolha do imperador.[26] Criou-se, com a edição da Bula Dourada o conselho dos 7 prÃncipes-eleitores, que tinham o poder de escolher o comandante do Sacro Império. Durante esse perÃodo conturbado, as cidades comerciais se uniram para proteger seus interesses comuns;[23] a mais conhecida delas foi a Liga Hanseática, que reunia poderosas cidades do norte alemão como Hamburgo e Bremen.[18] A partir do século XV, os imperadores foram eleitos quase exclusivamente a partir da dinastia Habsburgo da Ãustria.[27]
O monge Martinho Lutero publicou suas 95 Teses em 1517, desafiando as práticas da Igreja Católica Romana, e dando inÃcio à Reforma Protestante. A igreja Luterana tornou-se a religião oficial de muitos estados alemães após 1530 o que levou a conflitos religiosos resultantes da divisão religiosa no império, que geraram a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), que devastou os territórios alemães.[28] A população dos Estados Alemães foi reduzida em cerca de 30%.[29] A Paz de Vestfália (1648) acabou com a guerra religiosa entre os estados alemães, mas o império estava de facto dividido em inúmeros principados independentes. De 1740 em diante, o dualismo entre a Monarquia austrÃaca dos Habsburgo e o Reino da Prússia dominou a história alemã. Em 1806, o Imperium foi dissolvido com o resultado das Guerras Napoleônicas.[30]
editar Restauração e a revolução (1814-1871)
Depois da queda de Napoleão Bonaparte, o Congresso de Viena reuniu-se em 1814 e sua resolução fundou a Confederação germânica (Deutscher Bund em alemão), a união de 39 estados soberanos.[31][32]
Desentendimentos com a restauração polÃtica proposta pelo Congresso de Viena, parcialmente levou ao surgimento de movimentos liberais, exigindo unidade e a liberdade.[33] Estes, porém, foram reprimidas com novas medidas de repressão por parte do estadista austrÃaco Metternich. O Zollverein, uma união tarifária, profundamente buscava uma unidade econômica dos estados alemães.[33] Durante esta época, muitos alemães tinham sido agitados com os ideais da Revolução Francesa,[33] e o nacionalismo passou a ser uma força mais significativa, especialmente entre os jovens intelectuais. Pela primeira vez, o preto, o vermelho e o dourado foram escolhidos para representar o movimento, e mais tarde se tornaram as cores da bandeira da Alemanha.[34]
Em função da série de movimentos revolucionários na Europa, que estabeleceram com êxito uma república na França, intelectuais e burgueses começaram a Revolução de 1848 nos Estados alemães. Os monarcas inicialmente aceitaram as exigências dos revolucionários liberais para conter a movimentação popular. Ao Rei Frederico Guilherme IV da Prússia foi oferecido o tÃtulo de Imperador, mas sem poder absoluto.[18] Ele rejeitou a coroa e a proposta de Constituição, o que conduziu a um revés temporário no movimento.[35]
O conflito entre o rei Guilherme I da Prússia e o parlamento cada vez mais liberal foi rompido durante a reforma militar em 1862, quando o rei nomeou Otto von Bismarck o novo Primeiro-ministro da Prússia. Bismarck travou com sucesso uma guerra com a Dinamarca, em 1864. A vitória prussiana na Guerra Austro-prussiana de 1866 permitiu criar a Confederação Norte-Germânica (Norddeutscher Bund), que excluÃa a Ãustria, ex-lÃder dos estados alemães, dos assuntos dos Estados alemães restantes.[36]
editar Império alemão (1871-1918)
O estado conhecido como Alemanha foi unificado como um moderno Estado-nação, em 1871, quando o Império alemão foi criado, com o Reino da Prússia sendo o seu maior constituinte.[36]
Após a derrota francesa na guerra franco-prussiana, o Império alemão foi proclamada no Versalhes em 18 de Janeiro de 1871. A Dinastia de Hohenzollern da Prússia declarou o novo império, cuja capital era Berlim, a capital prussiana.[36] O império era uma unificação de todas as partes da Alemanha com exceção da Ãustria (Kleindeutschland, ou "Alemanha Menor"). A partir do inÃcio de 1884, a Alemanha começou a estabelecer diversas colônias fora da Europa, primeiro pela iniciativa privada, depois com aval estatal.[37][38] Durante o esse perÃodo, a Alemanha passou por um grande crescimento econômico, com uma forte industrialização, especialmente das indústrias de mineração, metalúrgica, e derivadas das engenharias elétrica, mecânica e quÃmica.[33]
No perÃodo Gründerzeit, seguinte à unificação da Alemanha, a polÃtica externa do Imperador Guilherme I garantiu a posição do Império Alemão como uma grande nação européia por fazer alianças comerciais e polÃticas com outros paÃses europeus, isolando a França por meios diplomáticos, através de intrincados acordos secretos, objetivando Bismarck, assim, consolidar a unificação tendo a Rússia por principal aliada.[39]
Mas o Imperador Guilherme II, no entanto, como outras potências europeias, tomou um curso imperialista devido ao atrito com os paÃses vizinhos. A maior parte das alianças que a Alemanha tinha feito não foram renovadas, e as novas alianças excluÃam o paÃs. Especificamente, a França estabeleceu novas relações com a assinatura da entente cordiale com o Reino Unido e garantiu os laços com o Império russo. Além de seus contatos com a Ãustria-Hungria, a Alemanha se tornou cada vez mais isolada.[40] Teve inicio o perÃodo armamentista, chamado de Paz Armada.[38][39]
O Imperialismo Alemão (Weltpolitik) ultrapassou as fronteiras do seu próprio paÃs e juntou-se a muitos outros poderes na Europa, que reivindicavam a sua quota na Ãfrica. A Conferência de Berlim dividiu a Ãfrica entre as potências europeias. A Alemanha obteve vários pedaços da Ãfrica, incluindo a Ãfrica Oriental Alemã, o Sudoeste Africano Alemão, a Togolândia e Camarões.[38] A partilha da Ãfrica causou tensão entre as grandes potências, que contribuiu para as condições que levaram à I Guerra Mundial.[39]
O assassinato do prÃncipe da Ãustria em 28 de Junho de 1914 desencadeou a I Guerra Mundial. A Alemanha, como parte dos Impérios Centrais foi derrotado pelos Aliados num dos mais sangrentos conflitos de todos os tempos. A revolução alemã eclodiu em novembro de 1918, forçando o imperador alemão Guilherme II e todos os prÃncipes concordarem em abdicar. Um armistÃcio que pôs fim à guerra foi assinado em 11 de Novembro e a Alemanha foi forçada a assinar o Tratado de Versalhes em junho de 1919.[41] A sua negociação, ao contrário da diplomacia tradicional de pós-guerra, excluiu os derrotados Poderes Centrais. O tratado foi tratado na Alemanha como uma humilhante continuação da guerra por outros meios, e sua dureza é frequentemente citada como tendo mais tarde facilitado a ascensão do nazismo no paÃs.[41]
editar República de Weimar (1919-1933)
Após o sucesso da Revolução alemã em novembro de 1918, uma república foi proclamada.[42] A Constituição de Weimar entrou em vigor com a sua assinatura pelo Presidente Friedrich Ebert em 11 de Agosto de 1919. O Partido Comunista Alemão foi criado por Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht, em 1918, e o Partido dos Trabalhadores Alemão, mais tarde conhecido como Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores ou Partido Nazista, foi fundado em janeiro de 1919.[42]
Sofrendo as consequências das duras condições ditadas pelo Tratado de Versalhes, e uma longa sucessão de governos mais ou menos instáveis, cada vez mais faltava identificação à s massas polÃticas na Alemanha com seu sistema polÃtico de democracia parlamentar.[42] Isso foi agravado por uma ampla disseminação de um mito polÃtico pela direita (monarquistas,völkischs, e nazis), a Dolchstoßlegende, que alegava que a Alemanha tinha perdido a Primeira Guerra Mundial devido à Revolução alemã, não por causa da derrota militar.[42] Por outro lado, os radicais de esquerda comunistas, tais como a Liga Espartaquista, queriam abolir aquilo que eles entendiam como "governo capitalista" e estabelecer um Räterepublik. Tropas paramilitares foram criadas por diversos partidos e houve diversos assassinatos por motivos polÃticos. Os paramilitares intimidavam eleitores e semeavam a violência e a raiva entre o povo, que sofria de uma elevada taxa de desemprego e de pobreza.[42] Depois de uma série de gabinetes frustrados, o presidente Paul von Hindenburg, vendo poucas alternativas e empurrado pelos seus assessores de direita, nomeou Adolf Hitler como Primeiro-Ministro da Alemanha em 30 de janeiro de 1933.[42]
editar Terceiro Reich (1933-1945)
Em 27 de Fevereiro de 1933, o Reichstag pegou fogo. Alguns direitos democráticos fundamentais foram rapidamente revogados posteriormente sob um decreto de emergência. Uma Lei de plenos poderes deu para Hitler o governo e o legislativo. Apenas o Partido Social-Democrata da Alemanha votou contra ele; os comunistas não foram capazes de apresentar oposição, pois seus suplentes já haviam sido assassinados ou presos.[43][44] A centralização totalitária estadual foi criado por uma série de jogadas e decretos polÃticos tornando a Alemanha um Estado de partido único. Houve queima de livros de autores considerados contra a nação e a perseguição a artistas e cientistas,[45] sendo que muitos emigraram, principalmente para os Estados Unidos. A indústria foi fortemente regulamentada com cotas e requisitos, para mudar a economia para uma base produtiva de guerra. Em 1936 as tropas alemãs entraram na desmilitarizada Renânia, e as polÃticas de apaziguamento do primeiro-ministro Neville Chamberlain se revelaram insuficientes. Entusiasmado, Hitler seguiu em diante a partir de 1938 com sua polÃtica de expansionismo e estabelecer a Grande Alemanha, começando em março deste ano pela Anschluss, a anexação da Ãustria.[46] Para evitar uma guerra de duas frentes, Hitler concluiu o Pacto Molotov-Ribbentrop com a União Soviética, um pacto que ele mesmo romperia mais tarde.[47]
Em 1939, as crescentes tensões de nacionalismo, militarismo, e questões territoriais levaram os alemães ao lançamento da blitzkrieg ("guerra relâmpago") em 1 de setembro contra a Polônia seguido por dois dias depois pelas declarações de guerra da Grã-Bretanha e da França, marcando o inÃcio da II Guerra Mundial. A Alemanha rapidamente ganhou controle direto ou indireto da maioria da Europa.[36]
Em 22 de Junho de 1941, Hitler quebrou o pacto com a União Soviética, abrindo a Frente Oriental e a invadindo a União Soviética. Pouco tempo depois o Japão atacou a base americana em Pearl Harbor, a Alemanha declarou guerra aos Estados Unidos. Embora inicialmente o exército alemão tenha rapidamente avançado sobre a União Soviética, a Batalha de Stalingrado marcou uma virada importante na guerra. Depois disso, o exército alemão começou a recuar a Frente Oriental. O Dia-D marcou uma virada importante sobre a Fronte Ocidental, quando as forças aliadas desembarcaram nas praias da Normandia e avançaram rapidamente sobre o território alemão. A derrota da Alemanha ocorreu em seguida. Em 8 de Maio de 1945, as forças armadas alemãs se entregaram após o Exército Vermelho ocupar Berlim.[36]
No que mais tarde ficou conhecido como o Holocausto, o regime do Terceiro Reich elaborou polÃticas governamentais que subjugavam diretamente muitas partes da sociedade: judeus, comunistas, ciganos, homossexuais, mações, dissidentes polÃticos, padres, pregadores, adversários religiosos, deficientes, entre outros. Durante a era nazista, cerca de onze milhões de pessoas foram assassinadas no Holocausto, incluindo seis milhões de judeus e dois milhões de poloneses.[48][49][50] A Segunda Guerra Mundial e o genocÃdio feito pelos nazistas foram responsáveis por cerca de 35 milhões de mortos na Europa.[51]
editar Divisão e reunificação (1945 - 1990)
A guerra resultou na morte de quase dez milhões de soldados alemães e civis; grandes perdas territoriais, a expulsão de cerca de 15 milhões de alemães dos antigos territórios orientais e de outros paÃses, e a destruição de várias grandes cidades. O restante do território nacional e Berlim foram divididos com a ocupação militar dos Aliados em quatro zonas.
Os setores controlados pela França, pelo Reino Unido, e pelos Estados Unidos foram fundidos em 23 de Maio de 1949, para formar o República Federal da Alemanha; em 7 de Outubro de 1949, a Zona Soviética criou a República Democrática da Alemanha. Eles foram informalmente conhecidos como "Alemanha Ocidental" e "Alemanha Oriental" e as duas partes de Berlim como "Berlim Ocidental" e "Berlim Oriental". As partes oriental e ocidental optaram por Berlim Oriental e Bonn como suas respectivas capitais. No entanto, a Alemanha Ocidental declarou que o status de Bonn como sua capital era provisório,[52] a fim de enfatizar a sua postura que a coexistência de dois Estados alemães foi uma solução artificial status quo que seria necessário superar um dia.
A Alemanha Ocidental, estabelecida como uma república federal parlamentar com uma "economia social de mercado" - foi aliada com os Estados Unidos, o Reino Unido e a França. O paÃs chegou a se beneficiar de crescimento econômico prolongado a partir dos anos 1950 (em alemão: Wirtschaftswunder). A Alemanha Ocidental ingressou na OTAN em 1955 e foi membro fundador da Comunidade Econômica Europeia, em 1958.[53]
A Alemanha Oriental foi um estado do bloco oriental sob controle polÃtico e militar da URSS através de suas forças de ocupação militar e o Pacto de Varsóvia. Enquanto dizia ser uma democracia, o poder polÃtico foi executada exclusivamente pelos principais membros (Politburo) do SED (Partido Socialista Unificado da Alemanha) controlado pelos comunistas. Seu poder foi assegurado pelo Stasi, um serviço secreto de grande dimensão, e uma variedade de sub-organizações do SED que controlavam todos os aspectos da sociedade, tendo um grande número de informantes dentro da própria população.[54][55] Por sua vez, as necessidades básicas da população foram preenchidas por custos baixos pelo Estado. A economia planificada pró-soviética foi criada, e mais tarde a RDA passou a ser um estado do Comecon. Apesar da propaganda da Alemanha Oriental ter sido baseada nos benefÃcios dos programas sociais da RDA e na alegada ameaça constante de uma invasão por parte da Alemanha Ocidental, muitos dos seus cidadãos olhavam para o Ocidente em busca de liberdades polÃticas e da prosperidade econômica.[56] O Muro de Berlim, construÃdo em 1961 para impedir a fuga dos alemães do Leste para a Alemanha Ocidental, se tornou um sÃmbolo da Guerra Fria.[57]
As tensões entre as Alemanha do Leste e do Oeste foram ligeiramente reduzidas no inÃcio dos anos 1970 pelo Chanceler Willy Brandt Ostpolitik, que incluiu a aceitação de facto das perdas territoriais da Alemanha na II Guerra Mundial.[58]
Em face de uma crescente migração de alemães do Leste para a Alemanha Ocidental através da Hungria e manifestações em massa durante o verão de 1989, inesperadamente as autoridades do Leste alemão facilitaram as restrições nas fronteiras em novembro, permitindo que cidadãos do Leste alemão pudessem viajar para o Ocidente.[59] Originalmente concebida como uma válvula de pressão para manter a Alemanha Oriental como um estado, a abertura da fronteira na realidade levou a uma aceleração do processo de reforma na Alemanha Oriental, que finalmente foi concluÃdo com o Tratado Dois Mais Quatro um ano mais tarde, em 12 de setembro de 1990 e a reunificação alemã ocorreu em 3 de Outubro de 1990. Segundo os termos do tratado, as quatro potências ocupantes renunciavam os seus direitos sob o Instrumento da Renúncia, e a Alemanha recuperava a plena soberania do seu território.[60]
editar República de Berlim e integração com a UE (1990 -)
Com base na Lei Bonn-Berlim, aprovada pelo parlamento em 10 de Março de 1994, a capital do Estado unificado foi escolhido para ser Berlim, enquanto Bonn obtinha o status único de Bundesstadt (cidade federal) e reteve alguns ministérios federais.[61] A mudança do governo foi concluÃda em 1999.[62]
Desde a reunificação, a Alemanha tem tido um papel de liderança na União Europeia e na OTAN. Participou do exército que garantiu a estabilidade nos Balcãs, e enviou tropas para o Afeganistão como parte de um esforço da OTAN para proporcionar a segurança neste paÃs após expulsar o Talibã.[63] Estes deslocamentos eram controversos, visto que após a guerra, a Alemanha era obrigada por lei a manter tropas apenas para fins de Defesa. As investidas em territórios estrangeiros foram entendidas como não estando abrangidas pela lei de Defesa; entretanto, a votação parlamentar sobre a questão legalizou efetivamente a participação em um contexto de manutenção da paz.[64]
editar Geografia
O território da Alemanha cobre 357.021 km², sendo 349.223 km² de terra e 7.798 km² de água. É o sétimo maior paÃs por área na Europa e o 63° maior no mundo. Os pontos extremos ficam nos Alpes ponto mais alto:o Zugspitze a 2.962 m de altitude no sul e na costa do Mar do Norte (Nordsee) no noroeste e o Mar Báltico (Ostsee) no nordeste. Entre os dois está presente a floresta que liga as terras altas do centro à s terras baixas do norte (ponto mais baixo: Wilstermarsch a 3,54 m abaixo do nÃvel do mar), que é atravessado por alguns dos maiores rios da Europa como o Reno, Danúbio e o Elba.[65] Por causa de sua localização central, a Alemanha compartilha fronteiras com mais paÃses europeus que qualquer outro paÃs no continente. Seus vizinhos são a Dinamarca no norte, Polônia e a República Tcheca no leste, Ãustria e SuÃça no sul, França e Luxemburgo no sudoeste e Bélgica e os PaÃses Baixos no noroeste.
editar Clima
Grande parte da Alemanha tem um clima temperado no qual os ventos úmidos ocidentais predominam. O clima é moderado pela Corrente do Atlântico Norte, que é a extensão norte da Corrente do Golfo. As águas quentes trazidas por essa corrente afetam as áreas litorâneas do Mar do Norte incluindo a penÃnsula da Jutlândia e a área ao longo do Reno, que corre em direção ao Mar do Norte. Consequentemente no noroeste e no norte, o clima é oceânico; chuvas ocorrem durante todo o ano sendo que o pico ocorre no verão. Os invernos são amenos e os verões frescos, embora as temperaturas possam exceder os 30°C por perÃodos prolongados. No leste, o clima é mais continental; invernos podem ser muito rigorosos, verões muito quentes, e longos perÃodos de seca já foram registrados. O centro e o sul da Alemanha são regiões de transição que variam entre os climas oceânico moderado para continental. A temperatura máxima também pode exceder os 30 °C no verão.[66][67]
editar Biodiversidade
Fitogeograficamente, a Alemanha é partilhada entre as provÃncias do Atlântico Europeu e Centro Europeu da Região Circumboreal dentro do Reino boreal. O território da Alemanha pode ser subdividido em quatro Biorregiões: os remanescentes florestais do Atlântico, as florestas mistas Báltico, florestas mistas da Europa Central e as florestas de angiospermas da Europa Ocidental.[68] A maior parte da Alemanha é coberta por terras aráveis (33%) ou florestas e bosques (31%). Apenas 15% do território é coberto por pastagens permanentes.
Plantas e animais são aqueles geralmente comuns para a Europa central. Faias, carvalhos e outras árvores de folha caduca constituem um terço das florestas; conÃferas estão aumentando como resultado do reflorestamento. Abetos e pinheiros predominam nas montanhas superiores, enquanto o pÃnus e larix são encontrados em solo arenoso. Há muitas espécies de samambaias, flores, fungos e musgos. Abundam peixes nos rios e no mar do Norte. Os animais selvagens incluem javalis, veados selvagens, muflão, a raposa, o texugo, a lebre, e um pequeno número de castores. Várias aves migratórias cruzam a Alemanha na Primavera e no Outono.
A Alemanha é conhecida por seus muitos jardins zoológicos, parques nacionais, parques de animais selvagens, aquários e parques de aves.[69] Mais de 400 zoológicos e parques de animais registrados operam na Alemanha, que se acredita ser o maior número em qualquer paÃs do mundo.[70] O Zoologischer Garten Berlin é o mais antigo jardim zoológico na Alemanha e apresenta a mais completa coleção de espécies no mundo.[71]
editar Meio ambiente
A Alemanha é conhecida pela sua consciência ambiental. Os alemães consideram que o homem é uma das principais causas do aquecimento global.[73] O paÃs está comprometido com o Protocolo de Quioto e vários outros tratados para promover a biodiversidade, os baixos padrões de emissões, a reciclagem, a utilização de energias renováveis e apóia o desenvolvimento sustentável a nÃvel global.[74]
O governo alemão deu inÃcio a uma ampla atividade de redução de emissões e as emissões globais do paÃs estão caindo.[75] No entanto, a Alemanha tem uma das mais elevadas taxas de emissões de dióxido de carbono per capita da UE, mas permanece significativamente menor em comparação com a Austrália, Canadá, Arábia Saudita ou Estados Unidos.
Emissões a partir de produção de energia proveniente da queima de carvão e as indústrias contribuem para a poluição do ar. A chuva ácida, resultante das emissões de dióxido de enxofre é prejudicial às florestas. A poluição no Mar Báltico a partir de esgoto bruto e efluentes industriais nos rios na antiga Alemanha Oriental foram reduzidas. O governo do ex-chanceler Schröder anunciou a intenção de acabar com o uso da produção de eletricidade a partir de energia nuclear. A Alemanha está trabalhando para cumprir o compromisso da UE de identificar áreas de preservação natural de acordo com a diretiva de Flora, Fauna e Habitats da UE. Os perigos naturais são as enchentes fluviais na primavera e vento forte que ocorrem em todas as regiões.
editar Demografia
Com cerca de 81,8 milhões de habitantes, a Alemanha é o paÃs mais populoso da União Europeia. No entanto, sua taxa de fertilidade é de apenas 1,39 filhos por mulher, uma das mais baixas do mundo,[65] e o escritório federal de estatÃsticas estima que a população vai decrescer para entre 69 e 74 milhões em 2050 (69 milhões assumindo uma migração lÃquida de +100 000 por ano; 74 milhões se a migração foir de +200 000 por ano).[76] A Alemanha tem um grande número de cidades grandes, sendo as mais populosas Berlim, Hamburgo, Munique, Colônia, Frankfurt e Estugarda (Stuttgart). De longe a maior conurbação é a Região do Reno-Ruhr, que inclui Dusseldórfia (Düsseldorf) e cidades como Colônia (Köln), Essen, Dortmund, Duisburgo, e Bochum.
Em dezembro de 2004, por volta de sete milhões de cidadãos estrangeiros estavam registrados na Alemanha, e 19% dos residentes do paÃs eram de fora ou tinham ascendência estrangeira. Os jovens têm mais probabilidade de serem de ascendência estrangeira que os mais velhos. 30% dos alemães com 15 anos ou menos tinham pelo menos um dos pais que tinha nascido fora da Alemanha. Nas grandes cidades, 60% das crianças com 5 anos ou menos tinham pelo menos um dos pais nascido fora do paÃs.[77] O maior grupo (2,3 milhões)[78] vem da Turquia, e a maioria do resto vem de paÃses europeus como Itália, Sérvia, Grécia, Polônia, e Croácia.[79] O Fundo das Nações Unidas para Atividades Populacionais lista a Alemanha como a casa do terceiro maior número de migrantes internacionais em todo mundo, 5% ou 10 milhões de todos os 191 milhões de migrantes, ou por volta de 12% da população da Alemanha.[80] Como conseqüência de restrições formais da Alemanha do que leis irrestritas de asilo e imigração, o número de imigrantes procurando asilo e buscando cidadania alemã (a maioria da ex-União Soviética) tem decrescido constantemente desde 2000.[81]
Um grande número de pessoas com completa ou significativa ascendência alemã são encontrados nos Estados Unidos (50 milhões),[82] Brasil (5 milhões)[83] e no Canadá (3 milhões).[84]
| Cidades mais populosas da Alemanha | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Posição | Cidade | Região | População | Posição | Cidade | Região | População | |||
| 1 | Berlim | Berlim | 3 448 584 | 11 | Hannover | Baixa Saxônia | 521 118 | |||
| 2 | Hamburgo | Hamburgo | 1 774 688 | 12 | Leipzig | Saxônia | 520 606 | |||
| 3 | Munique | Baviera | 1 342 339 | 13 | Dresden | Saxônia | 517 133 | |||
| 4 | Colônia | R. do Norte-Vestfália | 996 084 | 14 | Nuremberg | Baviera | 504 461 | |||
| 5 | Frankfurt | Hessen | 670 816 | 15 | Duisburgo | R. do Norte-Vestfália | 491 772 | |||
| 6 | Stuttgart | Baden-Württemberg | 603 194 | 16 | Bochum | R. do Norte-Vestfália | 376 006 | |||
| 7 | Dortmund | R. do Norte-Vestfália | 587 498 | 17 | Wuppertal | R. do Norte-Vestfália | 350 541 | |||
| 8 | Düsseldorf | R. do Norte-Vestfália | 582 354 | 18 | Bielefeld | R. do Norte-Vestfália | 322 593 | |||
| 9 | Essen | R. do Norte-Vestfália | 577 722 | 19 | Bona | R. do Norte-Vestfália | 319 657 | |||
| 10 | Bremen | Bremen | 547 247 | 20 | Mannheim | Baden-Württemberg | 312 990 | |||
| Fonte: [1], estimativas para 2010. | ||||||||||
editar Religião
As maiores confissões religiosas na Alemanha são o Luteranismo e o Catolicismo, respectivamente, com 32,9% e 32,3% de fiéis.[85] Cerca de 24,9% de alemães se declararam não religiosos ou ateus. Seguem como minorias, o islamismo (4%), seguido pelo judaÃsmo e o budismo (ambos com 0,25%). O HinduÃsmo tem apenas 90.000 seguidores (0,1%), enquanto outras religiões correspondem a 50 mil pessoas ou 0,05% da população alemã.[85]
Desde Martinho Lutero, e a Reforma Protestante, a Alemanha foi o palco de conflitos religiosos entre os seguidores de Lutero, posteriormente chamados de luteranos, geralmente mais numerosos no norte, e os católicos, regra geral mais fortes no sul. No entanto, a distribuição das religiões está longe de ser homogênea. Na Alemanha prevaleceu o princÃpio Cuius regio, eius religio. Uma região marcada pelo feudalismo, na Alemanha do tempo dos conflitos religiosos, os súbditos tinham de adotar a religião defendida pelos nobres da região em que viviam. Caso contrário, eram frequentemente obrigados ao exÃlio. O resultado desta evolução é uma manta de retalhos quanto à s denominações religiosas e o atraso da unificação alemã, já aspirada antes da Reforma Protestante.
Zonas com uma população predominantemente católica são a Baviera e a zona da Renânia. O atual Papa Bento XVI é nascido na Baviera. Zonas com uma população predominantemente luterana são os estados do leste e do norte. No norte, ao longo da fronteira com os PaÃses Baixos, há também a presença de calvinistas. Povos não religiosos, incluindo ateus e agnósticos, são crescentes em número e proporção, uma tendência constatada tanto na Alemanha quanto em outros paÃses europeus. Na Alemanha eles se concentram principalmente na antiga Alemanha Oriental e nas áreas metropolitanas.[86]
Dos 4,3 milhões de muçulmanos, a maioria são de Sunitas e Alevitas provenientes da Turquia, mas tem um pequeno número de Xiitas.[87] 1.7% da população total do paÃs declaram-se Cristão ortodoxos, Sérvios e Gregos são os mais numerosos.[88] A Alemanha tem a terceira maior população judaica da Europa Ocidental.[89] Em 2004, o dobro de judeus das repúblicas ex-soviéticas se estabeleceram na Alemanha do que em Israel, trazendo o total de judeus a 200.000, comparado aos 30.000 logo após à reunificação alemã. Grandes cidades com uma população judaica significante incluem Berlim, Frankfurt e Munique.[90] Aproximadamente 250.000 Budistas ativos vivem na Alemanha; 50% deles são de imigrantes asiáticos.[91]
De acordo com Pesquisa Eurobarômetro de 2005, 47% dos cidadãos alemães responderam "Eu acredito que exista um Deus", enquanto 25% concordou com "Eu acredito que exista algum tipo de força espiritual ou vital" e 25% disse "Eu não acredito que exista qualquer tipo de espÃrito, deus, ou força vital".[92]
editar LÃnguas e escrita
O alemão é a lÃngua oficial e a predominantemente falada na Alemanha.[93] É uma das 23 lÃnguas oficiais da União Europeia, e uma das três lÃnguas de trabalho da Comissão Europeia, junto com o inglês e o francês. LÃnguas minoritárias reconhecidas na Alemanha são o Dinamarquês, Sorábio, Romani e o FrÃsio. Elas são oficialmente protegidas pelo CELRM. As lÃnguas imigrantes mais usadas são o turco, o polonês, as LÃnguas dos Balcãs e o Russo.
O alemão padrão é uma lÃngua germânica ocidental e é próxima e classificada no mesmo grupo do Inglês, holandês e do FrÃsio. Com menos confluência, é também relacionada à s LÃnguas germânicas setentrionais e à s orientais (extintas). A maioria do vocabulário alemão é derivado do braço germânico da famÃlia das lÃnguas indo-européias.[94] Minorias significativas de palavras derivam do Latim, Grego, e uma pequena quantidade do Francês, e mais recentemente do Inglês (conhecido como Denglisch). O alemão é escrito usando o alfabeto latino. Além das 26 letras padrão, o alemão tem três vogais com Umlaut, ä, ö e ü, assim com o Eszett ou scharfes S (s forte) que é escrito "ß" ou alternativamente "ss".
Os dialetos alemães são distinguidos por algumas variações do alemão padrão. Os dialetos alemães são as variações locais tradicionais e derivam das diferentes tribos germânicas que hoje compõem a Alemanha. Muitas delas não são facilmente compreensÃveis para alguns que apenas conhecem o alemão padrão, porque elas apresentam diferenças do alemão padrão no léxico, fonologia e sintaxe.
Em todo o mundo o alemão é falado por aproximadamente 100 milhões de falantes nativos e mais 80 milhões de falantes não-nativos.[95] O alemão é a lÃngua principal de aproximadamente 90 milhões de pessoas (18%) na UE. 67% dos cidadãos alemães dizem serem capazes de comunicar-se em pelo menos uma lÃngua estrangeira, 27% em pelo menos duas lÃnguas além da materna.[93]
Desenvolvida a partir do século XIV, a escrita gótica foi sendo substituÃda no Renascimento no restante da Europa; na Alemanha, contudo, a letra gótica continuou vigendo, até ser finalmente abolida em 1945, após o fim da II Guerra - daà ser chamada, muitas vezes, de estilo gótico alemão.[96]
editar PolÃtica
A Alemanha é uma federação democrática e parlamentária, cujo sistema polÃtico é definido num documento constitucional (Grundgesetz, lei fundamental) de 1949. Por chamar o documento de Grundgesetz, invés de Verfassung (constituição), os autores expressaram a intenção de que ela fosse trocada por uma constituição apropriada quando a Alemanha fosse reunida em um só estado. Emendas ao Grundgesetz geralmente requerem aprovação de dois terços dos parlamentares de ambas as câmaras do parlamento; os artigos garantem direitos fundamentais, a separação dos poderes, a estrutura federalizada, e o direito de resistir contra tentativas de sobrepor-se à constituição são perpétuos e não podem sofrer emendas.[97] Apesar da intenção inicial, o Grundgesetz permaneceu em vigor depois da reunificação alemã em 1990, com apenas algumas pequenas emendas.
O Bundeskanzler (Chanceler Federal)—atualmente Angela Merkel— é o chefe de governo e exerce o poder executivo, similar ao Primeiro-Ministro em outras democracias parlamentares. O poder legislativo é comandado pelo parlamento consistido pelo Bundestag (Dieta Federal) e o Bundesrat (Conselho Federal), que juntos formam um tipo excepcional de corpo legislativo. O Bundestag é eleito através de eleições diretas combinada com representação proporcional. Os membros do Bundesrat representam os governadores dos dezesseis estados federais (Bundesländer) e são membros dos gabinetes de estado. Os respectivos governadores dos estados têm o direito de apontar e exonerar seus enviados em qualquer momento. Ocasionalmente há conflitos entre o Bundestag e o Bundesrat, que criam dificuldades administrativas.[98]
O Bundespräsident (Presidente Federal) — em 2010 Christian Wulff — é o chefe de estado, cujos poderes se limitam - na maioria - a tarefas representativas e cerimoniais. Ele é eleito pelo Bundesversammlung (Convenção Federal), uma instituição composta por membros do Bundestag e pelo mesmo número de delegados estaduais. O segundo na ordem de importância do Estado Alemão é o Bundestagspräsident (Presidente do Bundestag), que é eleito pelo Bundestag e responsável por supervisionar as sessões diárias da câmara. O terceiro no comando é o chefe de governo, ou Chanceler, que é nomeado pelo Bundespräsident depois que é eleito pelo Bundestag. O Chanceler pode ser exonerado do cargo por uma moção de desconfiança construtiva pelo Bundestag, onde construtivo implica que o Bundestag simultaneamente eleja um sucessor.[98]
No Parlamento Europeu, a Alemanha possui a representação mais numerosa em virtude de ser o paÃs mais populoso da União. Além disso, o alemão Günter Verheugen é, atualmente, um dos vice-presidentes da Comissão Europeia.[99] Em 2007 o deputado alemão Hans-Gert Pöttering foi eleito presidente do Parlamento Europeu.[100]
A presidência alemã do Conselho da União Européia ocorreu durante o primeiro semestre de 2007, dentro do sistema de presidência rotativa da UE. Como Angela Merkel é a atual primeira-ministra da Alemanha, o ministro das relações exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier foi o Presidente da União Europeia até junho de 2007. Desde que se iniciou o processo de presidência rotativa, foi a 12ª vez que a Alemanha assumiu a presidência da UE.[101]
editar Lei
O Poder judiciário da Alemanha é independente dos poderes executivo e legislativo. A Alemanha tem um sistema legal civil ou estatutário, que é baseado no Direito Romano, com algumas referências ao Direito Germânico. O Bundesverfassungsgericht (Tribunal Constitucional Federal), localizado em Karlsruhe, é o Supremo Tribunal alemão responsável pelos assuntos constitucionais, com os poderes de controle de constitucionalidade.[102] Atua como a mais alta autoridade legal e garante que a prática legislativa e judicial esteja em conformidade com a Lei Fundamental da República Federal da Alemanha. Ela age de forma independente dos outros órgãos estatais, mas não pode agir por conta própria.
A suprema corte alemã, denominada Oberste Gerichtshöfe des Bundes, é especializada. Para os casos civis e criminais, o supremo tribunal de recurso é o Tribunal de Justiça Federal, localizada em Karlsruhe e em Leipzig. O estilo do tribunal é inquisitorial. Outros Tribunais Federais são os Tribunal Federal do Trabalho em Erfurt, o Tribunal Social Federal em Kassel, o Tribunal Federal das Finanças em Munique e o Tribunal Administrativo Federal, em Leipzig.
O Direito penal e direito privado são explicitados a nÃvel nacional no Strafgesetzbuch e no Bürgerliches Gesetzbuch respectivamente. O sistema penal alemão é destinado para a recuperação do criminoso; seu objetivo secundário é a proteção do povo em geral.[103] Para atingir este último, um criminoso condenado pode ser colocada em prisão preventiva (Sicherungsverwahrung) para além do perÃodo normal se ele for considerado uma ameaça para o público em geral. O Völkerstrafgesetzbuch regulamenta as consequências de crimes contra a humanidade, genocÃdio e guerra. Ele dá aos tribunais alemães jurisdição universal se a acusação por um tribunal do paÃs onde o crime foi cometido, ou por um tribunal internacional, não for possÃvel.
editar Relações exteriores
A Alemanha tem um papel de lÃder na União Europeia desde a sua concepção e tem mantido uma forte aliança com a França desde o fim da II Guerra Mundial. A aliança foi especialmente próxima no final dos anos 1980 e inÃcio dos anos 1990 sob a liderança do Democrata Cristão Helmut Kohl e do socialista François Mitterrand. A Alemanha está na frente dos estados europeus que procuram avanços na criação de uma polÃtica, defesa e aparato de segurança mais unida e capaz na Europa.[104]
Desde sua fundação em 23 de Maio de 1949, a República Federal da Alemanha mantém uma notável discrição nas relações internacionais, devido à sua história recente e sua ocupação por potências estrangeiras.[105] Durante a Guerra Fria, a divisão da Alemanha pela Cortina de Ferro fez dela um sÃmbolo das tensões leste-oeste e da batalha polÃtica na Europa. No entanto, a Ostpolitik de Willy Brandt foi fator-chave na détente dos anos 1970.[106] Em 1999 o governo do Chanceler Gerhard Schröder definiu uma nova base para a polÃtica externa alemã quando assumiu um papel imponente nas decisões da iminente guerra da OTAN contra a Iugoslávia e enviando soldados alemães para combate pela primeira vez desde a II Guerra Mundial.[107]
A Alemanha e os Estados Unidos são aliados próximos.[108] O Plano Marshall de 1948, o suporte dos E.U.A. durante o processo de reconstrução depois da II Guerra Mundial, assim como a fraternização e o apoio de comida e fortes laços culturais designaram uma grande ligação entre os dois paÃses, embora a oposição local de Schröder à Guerra do Iraque sugeriu o fim do Atlantismo e um relativo esfriamento nas relações Germano-americanas.[109] Os dois paÃses são também economicamente independentes; 8,8% das exportações alemãs são para os E.U.A. e 6,6% das importações provém dos Estados Unidos.[110] No outro sentido, 8,8% das exportações dos E.U.A. vão para a Alemanha e 9,8% das importações vem da Alemanha.[110] Outro sinal dos laços germano-americanos inclui o estatuto da Base Aérea de Ramstein (próxima à Kaiserslautern) como a maior comunidade militar norte-americana fora dos Estados Unidos.[111]
editar Forças armadas
As forças armadas alemãs, a Bundeswehr, composta pelo Heer (Exército), Marine (Marinha), Luftwaffe (Aeronáutica), Zentraler Sanitätsdienst (Central Médica de Serviços) e Streitkräftebasis (Base Conjunta de Suporte). O serviço militar é obrigatório para homens na idade de dezoito anos que servem por nove meses. Os objetores por consciência podem, no lugar, optar pelo Zivildienst (traduzido livremente como serviço civil) que tem a mesma duração de nove meses, ou o comprometimento de seis anos com serviços (voluntários) de emergência como os bombeiros, a Cruz Vermelha ou a THW. Em 2006, as despesas militares constituÃam cerca de 1,3% do PIB alemão.[65] Em tempos de paz, a Bundeswehr é comandada pelo Ministro da Defesa, atualmente Franz Josef Jung. Mas em tempos de guerra – que, de acordo com a constituição, é apenas permitida em caso de defesa – o Chanceler recebe o cargo de comandante real da Bundeswehr.
Em outubro de 2006, as forças armadas alemãs tinham quase 9 mil soldados em território estrangeiro, como parte de várias forças de paz, incluindo uma tropa de 1.180 soldados na Bósnia; 2.884 soldados alemães no Kosovo e 2.800 soldados alemães pela Força ISAF da OTAN no Afeganistão. Em Fevereiro de 2007, a Alemanha tinha cerca de 3.000 tropas pela ISAF no Afeganistão, o terceiro maior contingente depois dos Estados Unidos (14.000) e o Reino Unido (5.200).[112] A Alemanha compartilha armas nucleares com a OTAN, sob a forma de bombas nucleares estadunidenses posicionadas na base aérea de Büchel.[113]
editar Subdivisões
A Alemanha é uma república federal, constituÃda de dezesseis unidades federadas, geralmente denominadas Land (Länder no plural). Uma vez que o termo alemão Land designa "paÃs", o termo Bundesland ("estado da federação"; Bundesländer no plural) é comumente usado por ser mais especÃfico. Três cidades (Berlim, Hamburgo e Bremen) possuem estatuto de estado, e são denominadas Stadtstaaten ("cidades-estado"). Os 13 estados restantes são designados Flächenländer ("estados territoriais"). As dezesseis unidades federadas alemãs são:[114]
| Estado | Capital | Território (km²) | Habitantes | ||
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Baden-Württemberg | Estugarda | 35 752 | 10 736 000 | |
| 2 | Baviera | Munique | 70 552 | 12 469 000 | |
| 3 | Berlim | Berlim(1) | 892 | 3 395 000 | |
| 4 | Brandemburgo | Potsdam | 29 479 | 2 559 000 | |
| 5 | Bremen | Bremen(1) | 404 | 663 000 | |
| 6 | Hamburgo | Hamburgo(1) | 755 | 1 744 000 | |
| 7 | Hessen | Wiesbaden | 21 115 | 6 092 000 | |
| 8 | Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental | Schwerin | 23 180 | 1 707 000 | |
| 9 | Baixa-Saxônia | Hannover | 47 624 | 7 994 000 | |
| 10 | Renânia do Norte-Vestefália | Dusseldórfia | 34 085 | 18 058 000 | |
| 11 | Renânia-Palatinado | Mainz | 19 853 | 4 059 000 | |
| 12 | Sarre | Saarbrücken | 2 569 | 1 050 000 | |
| 13 | Saxônia | Dresda | 18 416 | 4 274 000 | |
| 14 | Saxônia-Anhalt | Magdeburgo | 20 446 | 2 470 000 | |
| 15 | Schleswig-Holstein | Kiel | 15 799 | 2 833 000 | |
| 16 | TurÃngia | Erfurt | 16 172 | 2 335 000 | |
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(1) Cidades-estado. Bremen é considerada uma cidade-estado, mesmo que a cidade de Bremerhaven lhe pertença. |
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editar Economia
A Alemanha é a maior economia da Europa, a terceira maior quando é considerado o PIB nominal e a quinta maior quando é considerada a Paridade do Poder de Compra.[115] O crescimento de 2007 foi de 2,4%,[116] Desde a revolução industrial o paÃs tem sido criador, inovador e beneficiário de uma economia globalizada. A exportação de bens produzidos na Alemanha é um dos principais fatores da riqueza alemã. A Alemanha é maior exportador mundial com U$1,13 trilhão exportado em 2006 (paÃses da Eurozona incluÃdo) e gerou um superávit comercial de €165 bilhões.[117] O setor de serviços contribui com 70% do PIB, a indústria 29,1% e a agricultura 0,9%. A maioria dos produtos alemães são em engenharia, especialmente automóveis, máquinas, metais, e produtos quÃmicos.[65] A Alemanha é o maior produtor de turbinas eólicas e tecnologia de energia solar do mundo.[118] Algumas das maiores feiras de negócios internacionais são realizadas todos os anos em cidades alemãs como Hannover, Frankfurt e Berlim.[119]
A Alemanha é uma forte advogada da integração polÃtica e econômica europeia, e suas polÃticas comerciais são crescentemente mais determinadas por acordos entre os membros da União Europeia e a legislação de mercado comum da UE. A Alemanha usa a moeda comum europeia, o euro, e sua polÃtica monetária é feita pelo Banco Central Europeu em Frankfurt. Depois da reunificação alemã em 1990, o padrão de vida e a renda anual permaneceram maiores nos antigos estados da Alemanha Ocidental.[120] A modernização e integração da Alemanha Oriental continua sendo um processo longo e programado para 2019, com transferências anuais do oeste para o leste de U$ 80 bilhões. A taxa de desemprego tem caÃdo desde 2005 e alcançou o menor nÃvel em 15 anos em junho de 2008, com 7,5%.[121] Mas ele é desigual ao longo da Alemanha, de 6,2% na antiga Alemanha Ocidental à 12,7% na antiga Alemanha Oriental. O governo do Social Democrata (SPD) Gerhard Schröder tentou reformar a segurança social com o objetivo de reduzir o seu peso sobre a economia, que é muito grande. Os sistemas de Segurança Social são bastante desenvolvidos e têm uma longa tradição, que remonta ao governo de Bismarck, na época do Império Alemão, nos finais do século XIX. Há um conjunto de sistemas (ou caixas) que recebem contribuições dos seus membros e cobrem os custos (por exemplo as faturas de consultas médicas) sempre que necessário, num sistema semelhante ao dos seguros (ver por exemplo Berufsgenossenschaft).
Dentre as maiores empresas negociadas na bolsa, em relação ao faturamento, o Fortune Global 500, 37 companhias estão sediadas na Alemanha. As dez maiores são Daimler, Volkswagen, Allianz (a empresa mais lucrativa), Siemens, Deutsche Bank (2ª mais lucrativa), E.ON, Deutsche Post, Deutsche Telekom, Metro e BASF.[122] As maiores empregadoras são a Deutsche Post, a Robert Bosch e a Edeka.[123] Outras grandes empresas de capital alemão são Adidas, Puma AG, Audi, Bayer, BMW, Deutsche Bahn, Henkel, Lufthansa, MAN, Nivea, Porsche, SAP, Schering, ThyssenKrupp, Volkswagen, Wella,[124] entre outras, que demonstram a força econômica alemã nos mais diversos segmentos de mercado.
Duas décadas após a reunificação alemã, os padrões de vida e renda per capita permanecem significativamente mais elevados nos estados da antiga Alemanha Ocidental do que nos da Alemanha Oriental.[120] A modernização e integração da economia da Alemanha Oriental continua sendo processo a longo prazo programado para durar até o ano de 2019, com transferências anuais do oeste para o leste no valor de aproximadamente US$ 80 bilhões. A taxa de desemprego tem caÃdo consistentemente desde 2005 e atingiu um ponto baixo de 15 anos em junho de 2008, com 7,5%.[125] Em 2009, a taxa de desemprego foi de 8% em toda a Alemanha; na antiga Alemanha Ocidental era a metade da taxa em relação ao leste.[126][127]
O PIB nominal da Alemanha contraiu-se no segundo e terceiro trimestres de 2008, colocando o paÃs em uma recessão técnica depois de um ciclo de recessão mundial e europeia.[128] Em janeiro de 2009, o governo alemão sob Angela Merkel aprovou um plano de estÃmulo econômico de € 50 bilhões para proteger vários setores de uma recessão e um subsequente aumento das taxas de desemprego.[129]
editar Infraestrutura
editar Energia e transporte
Em 2004 a Alemanha foi o quinto maior consumidor do mundo de energia per capita,[130] e dois terços de sua energia primária foi importada.[130] No mesmo ano, a Alemanha foi o maior consumidor de eletricidade da Europa com um total de 512,9 bilhões de quilowatts-hora.[130]
A polÃtica governamental enfatiza a conservação e o desenvolvimento de fontes de energia renovável, como a solar, vento, biomassa, hidráulica, e geotérmica. Como resultado das medidas de economia de energia, a eficiência energética (a quantidade de energia necessária para produzir uma unidade do produto interno bruto) vem melhorando desde o inÃcio das medidas nos anos 1970. O governo já definiu o objetivo de satisfazer metade da demanda energética do paÃs a partir de fontes renováveis até 2050. Em 2000, o governo e a indústria nuclear alemã concordou em desativar gradualmente todos as usinas nucleares até 2021.[131] No entanto, as energias renováveis estão desempenhando um papel mais modesto do consumo de energia. Em 2006 o consumo energético foi cumprida pelas seguintes fontes: petróleo (35,7%), carvão, incluindo lignito (23,9%), gás natural (22,8%), nuclear (12,6%), energia hidráulica e eólica (1,3%) e outros (3,7%).[132]
Desde os anos de 1930 iniciara-se na Alemanha a construção da primeira rede de auto-estradas em grande escala. O paÃs dispõe de 12.174 km de auto-estradas (Autobahn) e de 40.969 km de estradas federais[61][133] (Bundestraßen), o que faz da Alemanha o paÃs com a 3ª maior densidade de estradas por veÃculos do mundo.[61][133] A totalidade de auto-estradas do paÃs são gratuitas para veÃculos particulares. Desde 2005, os caminhões de carga pagam pedágio descontado automaticamente via satélite.
A Alemanha criou uma rede policêntrica de trens de alta velocidade. O InterCityExpress ou ICE é a categoria de serviços mais avançados da Deutsche Bahn e atende à s principais cidades alemãs, bem como destinos em paÃses vizinhos. A velocidade máxima do trem varia entre 160 km/h e 300 km/h. As conexões são oferecidas em cada intervalo de 30 minutos, a cada hora, ou duas horas.[134]
O transporte fluvial e marÃtimo também desempenham um papel importante na economia do paÃs.[61] Através dos portos de Hamburgo, Bremerhaven, Ludwigshafen, Lübeck e Rostock, assim como do Porto de Roterdã, nos PaÃses Baixos, flui enorme parte das exportações e importações do paÃs.[61] Em 2007, foram 248,97 milhões de toneladas por via fluvial e transportadas 310,95 milhões de toneladas por via marÃtima.[61] O porto de Hamburgo é o maior porto alemão e o segundo maior do continente europeu em movimento de contêineres,[61] atrás apenas do porto de Roterdã. Em 2006, o movimento de cargas foi de 134,8 milhões de toneladas.[61]
editar Educação
Na Alemanha, o verdadeiro responsável pelo sistema de ensino são os estados (Bundesländer), enquanto o governo desempenha apenas um pequeno papel. O Jardim da Infância é opcional e é fornecido a todas as crianças entre três e quatro anos de idade. Após esta fase, deve-se frequentar a escola por no mÃnimo nove anos (Schulpflicht).
A educação primária normalmente dura quatro anos.[135] Já a educação secundária inclui quatro tipos de escolas baseadas nas habilidades do aluno, de acordo com as recomendações do professor: o Gymnasium inclui as crianças mais bem dotadas e as prepara para o estudo universitário; a Realschule tem uma grande gama de conteúdo para estudantes intermediários; a Hauptschule prepara o aluno para uma escola profissionalizante e a Gesamtschule, ou escola integrada, que combina os três caminhos.
Para entrar em uma universidade ou escola superior, é necessário que os estudantes prestem uma prova chamada Abitur. Apesar disso, os estudantes que possuem diploma de uma escola profissionalizante também podem entrar. Um sistema especial de aprendizado chamado Duale Ausbildung (dupla qualificação) permite que o aluno em treinamento profissional estude em uma empresa, ao invés de estudar nas escolas normais.
A maioria das universidade alemãs são públicas, financiadas pelo estado e até há pouco não era necessário pagar qualquer tipo de taxa para frequentá-las. No entanto, a reforma da educação em 2006 mudou esse sistema e agora cada aluno pode pagar até 800 euros por semestre.[136]
editar MÃdia
O mercado televisivo da Alemanha é o maior da Europa, com aproximadamente 34 milhões de casas com TV.
As muitas redes de televisão públicas regionais e nacionais estão organizadas de acordo com a estrutura polÃtica federal. Cerca de 90% dos lares alemães possuem TV a cabo ou por satélite, e os espectadores podem escolher entre uma variedade de canais abertos públicos e comerciais. Serviços de TV paga não se tornaram populares ou bem sucedidos enquanto as redes de televisão públicas ZDF e ARD oferecem um alcance de canais exclusivamente digitais.[137]
A Alemanha possui alguns dos maiores conglomerados mundiais de mÃdia, incluindo Bertelsmann e Axel Springer AG. Algumas das mais populares redes de televisão comerciais abertas são de propriedade da ProSiebenSat1.
O mercado literário alemão produz aproximadamente 60.000 novas publicações todo ano. Isso representa 18% de todos os livros publicados no mundo e coloca a Alemanha como o terceiro maior produtor de livros mundial.[138] A Feira do Livro de Frankfurt é considerada a feira de livros mais importante no mundo para negócios e comércio internacional, e tem uma tradição que já dura mais de 500 anos.
Em dezembro de 2008, os websites mais visitados pelos usuários alemães da internet foram Google.de, Google.com, YouTube, eBay, Wikipedia, Yahoo, Amazon.de e gmx.net.[139]
editar Ciência e tecnologia
A Alemanha tem sido o lar de alguns dos mais proeminentes pesquisadores em vários campos cientÃficos.[140] O Prêmio Nobel foi concedido a 103 laureados alemães.[141] O trabalho de Albert Einstein e Max Planck foi crucial para a fundação da fÃsica moderna, que Werner Heisenberg e Max Born desenvolveram.[142] Eles foram precedidos por fÃsicos, tais como Hermann von Helmholtz, Joseph von Fraunhofer e Daniel Gabriel Fahrenheit. Wilhelm Conrad Röntgen descobriu os raios X, que são chamados Röntgenstrahlen (raios Röntgen) em alemão e em muitas outras lÃnguas. Essa conquista fez dele o primeiro ganhador do Prêmio Nobel de FÃsica em 1921.[143]
O engenheiro aeroespacial Wernher von Braun desenvolveu o primeiro foguete espacial e, posteriormente, foi um proeminente membro da NASA e desenvolveu o foguete Saturno V, que abriu o caminho para o sucesso do programa Apollo dos Estados Unidos. O trabalho de Heinrich Rudolf Hertz no domÃnio da radiação eletromagnética foi fundamental para o desenvolvimento das telecomunicações modernas.[144] Através de sua construção do primeiro laboratório na Universidade de Leipzig em 1879, Wilhelm Wundt é creditado pelo estabelecimento da psicologia como uma ciência empÃrica independente.[145] O trabalho de Alexander von Humboldt como um cientista e explorador natural foi fundamental para a biogeografia.[146]
Inúmeros matemáticos importantes nasceram na Alemanha, incluindo Carl Friedrich Gauss, David Hilbert, Bernhard Riemann, Gottfried Leibniz, Karl Weierstrass e Hermann Weyl. A Alemanha tem sido o lar de muitos famosos inventores e engenheiros, como Johannes Gutenberg, que é creditado pela invenção da prensa móvel para impressão na Europa; Hans Geiger, o criador do contador Geiger; e Konrad Zuse, que construiu o primeiro computador digital totalmente automático. Inventores, engenheiros e industriais alemães, tais como o Conde Ferdinand von Zeppelin, Otto Lilienthal, Gottlieb Daimler, Rudolf Diesel, Hugo Junkers e Karl Benz ajudaram a dar forma moderna a tecnologia do automóvel e do transporte aéreo.[147][148]
Importantes instituições de pesquisa na Alemanha são a Sociedade Max Planck, a Helmholtz-Gemeinschaft e a Fraunhofer-Gesellschaft. Elas são independentes ou externamente ligadoas ao sistema universitário e contribuem de forma considerável para a produção cientÃfica. O prestigiado Prêmio Gottfried Wilhelm Leibniz é concedido a dez cientistas e acadêmicos a cada ano. Com um máximo de € 2,5 milhões por prêmio é um dos maiores prêmios dotado de pesquisa do mundo.[149]
editar Cultura
A Alemanha é historicamente chamada de Das Land der Dichter und Denker (A terra dos poetas e pensadores).[150] Desde 2006, o paÃs tem se autodenominado Terra das ideias.[151] A cultura alemã tem seu inÃcio muito antes do surgimento da Alemanha como um estado-nação e abrange todo o mundo falante do alemão. De suas raÃzes, a cultura na Alemanha tem sido moldada pelas principais tendências intelectuais e populares da Europa, tanto religiosas quanto seculares. Como resultado, é difÃcil identificar uma tradição alemã especÃfica separada de um contexto maior da alta cultura europeia.[152] Outra consequência destas circunstâncias é o fato de que alguns personagens históricos, como Wolfgang Amadeus Mozart, Franz Kafka e Paul Celan, apesar de não terem sido cidadãos da Alemanha no sentido moderno, devem ser considerados no contexto da esfera cultural alemã a fim de compreender suas situações, trabalhos e relações sociais históricas.
Na Alemanha, os estados federais são encarregados das instituições culturais. Existem 240 teatros subsidiados, centenas de orquestras sinfônicas, milhares de museus e mais de 25.000 bibliotecas espalhadas pelos 16 estados. Estas oportunidades culturais são aproveitadas por milhões de pessoas: os museus alemães recebem mais de 91 milhões de visitantes a cada ano; anualmente, 20 milhões assistem peças nos teatros e óperas; enquanto 3,6 milhões escutam às grandes orquestras sinfônicas.[153]
A Alemanha reivindica alguns dos compositores de música erudita mais renomados mundialmente, incluindo Ludwig van Beethoven, Johann Sebastian Bach, Johannes Brahms e Richard Wagner. Desde 2006, a Alemanha é o quinto maior mercado de música no mundo e influenciou o pop e rock através de artistas como Kraftwerk, Scorpions, Rammstein e Tokio Hotel.[154]
Diversos pintores alemães obtiveram prestÃgio internacional através de seus trabalhos em vários estilos artÃsticos. Hans Holbein, o Jovem, Matthias Grünewald, e Albrecht Dürer foram artistas importantes do Renascimento, Caspar David Friedrich do Romantismo, e Max Ernst do Surrealismo. Contribuições arquitetônicas da Alemanha incluem os estilos carolÃngio e otoniano, os quais foram precursores importantes do Românico. A região posteriormente se tornou o local de trabalhos significantes em estilos tais quais o Gótico, Renascentista e Barroco. Alemanha foi particularmente importante no começo do movimento moderno, especialmente através do movimento Bauhaus fundado por Walter Gropius. Ludwig Mies van der Rohe, também da Alemanha, tornou-se um dos mais renomados arquitetos do mundo na segunda metade do século 20. A fachada de vidro para arranha-céus foi sua ideia.[155]
editar Filosofia e literatura
A influência da Alemanha na filosofia é historicamente significante e muitos notáveis filósofos alemães ajudaram a moldar a filosofia ocidental desde a Idade Média. As contribuições de Gottfried Leibniz ao racionalismo; o estabelecimento do idealismo alemão clássico por Immanuel Kant, Georg Wilhelm Friedrich Hegel, Friedrich Wilhelm Joseph Schelling e Johann Gottlieb Fichte; a formulação da teoria comunista por Karl Marx e Friedrich Engels; a composição de pessimismo metafÃsico de Arthur Schopenhauer; o desenvolvimento do perspectivismo de Friedrich Nietzsche; os trabalhos sobre o Ser de Martin Heidegger; e as teorias sociais de Jürgen Habermas foram especialmente influentes.[156]
A literatura alemã pode ser remontada à Idade Média, aos trabalhos de escritores tais como Walther von der Vogelweide e Wolfram von Eschenbach. Diversos autores e poetas alemães obtiveram grande renome, incluindo Johann Wolfgang von Goethe e Friedrich Schiller. As coleções de contos folclóricos publicadas pelos Irmãos Grimm popularizaram mundialmente o Folclore alemão. O paÃs foi, no século XIX, o "foco do romantismo.[157]
Autores influentes do século XX incluem Erich Maria Remarque,[157] Thomas Mann, Berthold Brecht, Hermann Hesse, Heinrich Böll, e Günter Grass.[158]
editar Cinema
O cinema alemão remonta aos anos iniciais com o trabalho de Max Skladanowsky. Ele foi particularmente influente durante os anos da República de Weimar com expressionistas alemães, como Robert Wiene e Friedrich Wilhelm Murnau. O diretor austrÃaco Fritz Lang, que se tornou cidadão alemão em 1926 e cuja carreira floresceu no perÃodo pré-guerra da indústria cinematográfica alemã, é dito ter sido uma grande influência sobre o cinema de Hollywood. Seu filme mudo Metrópolis (1927) é referido como o nascimento dos filmes modernos de ficção cientÃfica.
Em 1930, austro-americano Josef von Sternberg dirigiu O Anjo Azul, que foi o principal primeiro filme sonoro alemão e trouxe fama mundial com a atriz Marlene Dietrich.[159] O documentário impressionista Berlim: Sinfonia de uma Grande Cidade, dirigido por Walter Ruttmann, é um exemplo proeminente do gênero cidade sinfonia. A era nazista produziu principalmente filmes de propaganda, embora a obra de Leni Riefenstahl ainda tenha introduzido nova estética aos filmes.[160]
Durante os anos 1970 e 1980, os diretores Novo Cinema Alemão, como Volker Schlöndorff, Werner Herzog, Wim Wenders, Rainer Werner Fassbinder colocaram o cinema da Alemanha Ocidental novamente no cenário internacional, com seus filmes muitas vezes provocantes.[161] Mais recentemente, filmes como Good Bye Lenin! (2003), Gegen die Wand (2004), Der Untergang (2004) e Der Baader Meinhof Komplex (2008) obtiveram sucesso internacional.
O Oscar de melhor filme estrangeiro foi para a produção alemã Die Blechtrommel (O Tambor), em 1979, para Nowhere in Africa, em 2002, e para Das Leben der Anderen (A Vida dos Outros), em 2007.[162] Dentre os mais famosos atores alemães estão Marlene Dietrich, Klaus Kinski, Hanna Schygulla, Armin Mueller-Stahl, Jürgen Prochnow e Thomas Kretschmann.
O Festival de Berlim, realizado anualmente desde 1951, é um dos principais festivais de cinema do mundo. Um júri internacional coloca ênfase na representação de filmes de todo o mundo e prêmios aos vencedores com Ursos de Ouro e Prata.[163] A cerimônia anual European Film Awards é realizada a cada dois anos na cidade de Berlim, onde a Academia de Cinema Europeu está localizada. Os estúdios Babelsberg, em Potsdam, são os mais antigos estúdios de cinema em grande escala no mundo e um centro de produção cinematográfica internacional.
editar Culinária
A cozinha alemã varia de região para região. As regiões do sul da Baviera e Suábia, por exemplo, compartilham uma cultura culinária com a SuÃça e com a Ãustria. A carne de porco, bovina e de aves são as principais variedades de carne consumida na Alemanha, sendo a carne de porco a mais popular.[164] Em todas as regiões, a carne é muitas vezes comida em forma de salsicha. Mais de 1500 tipos de salsicha são produzidos na Alemanha. Alimentos orgânicos ganharam uma quota de mercado de cerca de 3,0%, e deverão aumentar ainda mais.[165]
Um ditado popular alemão tem o significado: "Tomo o café-da-manhã como um imperador, almoço como um rei e janto como um mendigo". O café-da-manhã é geralmente uma seleção de pães e bageutes com geléia e mel ou carnes frias e queijo, por vezes acompanhado de um ovo cozido. Cereais ou granola com leite ou iogurte é menos comum, mas generalizado.[166] Mais de 300 tipos de pão são vendidos em lojas de panificação em todo o paÃs.[167]
Como é um paÃs com muitos imigrantes, a Alemanha adotou muitos pratos da cozinha internacional em sua cozinha e hábitos alimentares diários. Pratos italianos como pizza e massas, pratos turcos e árabes, como Döner Kebab e o Falafel estão bem estabelecidos, especialmente nas cidades grandes. Cadeias internacionais de hambúrguer, bem como restaurantes chineses e gregos, são comuns. Culinária indiana, tailandesa, japonesa, e outras cozinhas asiáticas ganharam popularidade nas últimas décadas. Aos nove restaurantes de alto nÃvel na Alemanha, o guia Michelin concedeu três estrelas, a maior denominação, enquanto outros 15 receberam duas estrelas.[168] Restaurantes alemães tornaram-se os segundos mais consagrados do mundo, depois dos restaurantes da França.[169]
Apesar de vinho estar se tornando mais popular em muitas partes da Alemanha, a bebida alcoólica nacional é a cerveja. O consumo de cerveja alemã por pessoa está em declÃnio, mas, em 116 litros por ano, ele ainda está entre os mais altos do mundo.[170] As variedades de cerveja incluem Alt, Bock, Dunkel, Kölsch, Lager, Malzbier, Pils e Weizenbier. Entre os 18 paÃses ocidentais pesquisados, a Alemanha foi classificada na 14ª posição na lista de consumo per capita de refrigerantes em geral, enquanto o paÃs ocupa o terceiro lugar no consumo de sucos de frutas.[171] Além disso, a água mineral gaseificada e Schorle (esse misturado com suco de frutas) são muito populares na Alemanha.
editar Desporto
Os desportos formam uma parte integral da vida alemã. Vinte e sete milhões de alemães são membros de um clube desportivo e um adicional de doze milhões praticam tal atividade individualmente.[172] Futebol é o desporto mais popular. Com mais de 6,3 milhões de membros oficiais, a Federação Alemã de Futebol (Deutscher Fußball-Bund) é a maior organização desportiva de seu tipo no mundo.[172] A Bundesliga atrai a segunda maior média de público de qualquer liga desportiva profissional no mundo. A seleção nacional de futebol alemã venceu a Copa do Mundo da FIFA em 1954, 1974 e 1990, e o Campeonato Europeu de Futebol em 1972, 1980 e 1996. O paÃs também sediou a Copa do Mundo da FIFA em 1974 e 2006, e o Campeonato Europeu de Futebol em 1988. Entre os mais bem sucedidos e renomados futebolistas estão Franz Beckenbauer, Gerd Müller, Jürgen Klinsmann, Lothar Matthäus, e Oliver Kahn. Outros desportos populares incluem handebol, voleibol, basquetebol, hóquei no gelo, e tênis.[172]
A Alemanha é um dos paÃses lÃderes em corridas no mundo. Carros, equipes e pilotos vencedores de corridas surgiram da Alemanha. O mais bem sucedido piloto da Fórmula 1 na história, Michael Schumacher, estabeleceu os mais significantes recordes de sua modalidade durante sua carreira e venceu mais campeonatos e corridas da Fórmula 1 do que qualquer outro piloto desde sua primeira temporada na Fórmula 1 em 1946. Ele é um dos mais bem pagos esportistas na história e se tornou um atleta bilionário.[173] Construtores como BMW e Mercedes estão entre as principais equipes no patrocÃnio de corridas. Porsche venceu as 24 Horas de Le Mans, uma corrida anual de prestÃgio que acontece na França, em 16 ocasiões. A Deutsche Tourenwagen Masters é uma série popular na Alemanha.
Historicamente, desportistas alemães têm sido alguns dos mais bem sucedidos participantes dos Jogos OlÃmpicos, classificado na terceira posição em um quadro de medalhas de todos os tempos dos Jogos OlÃmpicos, combinando as medalhas das Alemanhas Ocidental e Oriental. Nos Jogos OlÃmpicos de Verão de 2008, a Alemanha terminou em quinto no quadro de medalhas, enquanto nos Jogos OlÃmpicos de Inverno de 2006, eles terminaram em primeiro.[174] O paÃs organizou os Jogos OlÃmpicos de Verão duas vezes, em Berlim em 1936 e em Munique em 1972. Os Jogos OlÃmpicos de Inverno aconteceram na Alemanha em uma ocasião, em 1936 quando eles foram sediados nas cidades-irmãs de Garmisch e Partenkirchen, na Baviera.
editar Sociedade
| Data | Nome em português |
|---|---|
| 1 de janeiro | Ano Novo |
| 6 de janeiro | Epifania |
| Março ou abril | Sexta-feira santa |
| Março ou abril | Páscoa |
| 1 de maio | Dia do Trabalho |
| Maio ou junho | Ascensão de Cristo Dia dos Pais |
| Maio ou junho | Pentecostes |
| Maio ou junho | Corpo de Deus |
| 3 de outubro | Dia da Unidade Alemã |
| 31 de outubro | Festa da Reforma |
| 1 de novembro | Dia de Todos-os-Santos |
| 25-26 de dezembro | 1.º e 2.º dias de Natal |
Desde as celebrações da Copa do Mundo de 2006, a percepção interna e externa da imagem nacional da Alemanha mudou.[175] Em pesquisas mundiais conduzidas anualmente conhecidas como Nation Brands Index, a Alemanha se tornou significantemente e repetitivamente mais bem colocada após a competição. Pessoas de 20 estados diferentes foram solicitadas para assistir a reputação do paÃs em termos de cultura, polÃtica, exportação, seu povo e sua atratividade à turistas, imigrantes e investimentos. A Alemanha foi nomeada a nação mais valiosa do mundo dentre 50 paÃses em 2008.[176] Outra pesquisa de opinião global baseada em 13.575 respostas em 21 paÃses para a BBC revelou que a Alemanha é reconhecida como a melhor influência positiva no mundo em 2009, liderando os 16 paÃses investigados. Uma maioria de 61% possuem uma visão positiva do paÃs, enquanto 15% possuem uma visão negativa.[177]
A Alemanha é legalmente e socialmente um paÃs tolerante quanto à homossexualidade. Uniões civis têm sido permitidas desde 2002.[178] Gays e lésbicas podem adotar legalmente as crianças biológicas de seus parceiros (adoção de enteado). Os prefeitos das duas maiores cidades alemãs, Berlim e Hamburgo, são abertamente gays.[179]
Durante a última década do século XX, a Alemanha transformou consideravelmente sua atitude quanto aos imigrantes. Até a metade dos anos 1990, a opinião comum era de que a Alemanha não é um paÃs de imigração, apesar de cerca de 10% da população serem de origem não-germânica. Após o fim do influxo dos chamados Gastarbeiter (trabalhadores-convidados de colarinho azul), refugiados eram uma exceção tolerada a este ponto de vista. Hoje, o governo e a sociedade alemã estão percebendo que o conceito quanto ao controle de imigração é que deve ser permitida baseada na qualificação dos imigrantes.[180]
Com um gasto de €67 bilhões em viagens internacionais em 2008, os alemães investem mais dinheiro em viagens do que qualquer outro paÃs. Os destinos mais populares foram Espanha, Itália e Ãustria.[181]
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editar Bibliografia
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- SCHILDT, Axel, Detlef Siegfried: Deutsche Kulturgeschichte: Die Bundesrepublik von 1945 bis zur Gegenwart. Carl Hanser Verlag, München 2009, ISBN 3-446-23414-4. (em alemão)
editar Ver também
- Missões diplomáticas da Alemanha
- Cronologia da História da Alemanha
- Natal na Alemanha
- Unificação Alemã
editar Ligações externas
- Presidente da Alemanha (em alemão)
- Página do Bundestag (Parlamento) (em alemão)
- EstatÃsticas da Alemanha (em alemão)
- Portal da Alemanha (em alemão)
- Factos sobre a Alemanha (em inglês)
- Um manual para a Alemanha (em alemão)
- Panorama das cidades alemãs (em alemão)
- Mapa da Alemanha (em inglês)
- Panoramas da Alemanha (em alemão)
- Fotos da Alemanha (em inglês)
- Deutsche Welle (em português)
- Germany physical map (em inglês)
- Constituição Alemã (Grundgesetz) (em alemão)
- Tratado de Unificação (Einigungsvertrag) (em alemão)
- Fuso Horário de Berlim (em português)

